Looping no Tempo (parte I)

A Teoria da Relatividade trouxe um grande avanço para o modo como percebemos o mundo ao nosso redor. Apesar de não ter sido o primeiro a pensar sobre a relatividade geral Einstein foi quem obteve os resultados mais convincentes sobre a existência do espaço-tempo. Pois bem, o que vem a ser tudo isso? A física tradicional apontava dois comportamentos diferentes para a gravidade em relação a massa que são eles inercial e gravitacional, o que Albert Einstein fez foi elaborar uma equação que fosse válida para qualquer situação na qual se encontrassem os corpos.

Para realizar tal façanha Einstein teve que associar uma outra dimensão à matéria (além de comprimento, altura e largura) que foi o tempo. Com isso o tempo perdeu o status de inflexível e absoluto, já que ele passou a ser relativo como as dimensões que já conhecemos. Sendo assim, essa teoria sugere que podemos deformar o tempo através de modificações no espaço e vice-versa. Vários experimentos foram feitos afim de comprovar se essas leis se aplicam ou não na prática e na maioria deles os resultados indicam que é exatamente assim que a matéria se comporta.

Por exemplo: se pudéssemos comparar o tempo de um velocista que percorre uma distância de 100 metros com dois cronômetros distintos, o primeiro monitorado por um juiz e o segundo pelo próprio corredor veríamos que o tempo marcado pelo corredor ao concluir a prova seria menor. Esse fato ocorre porque segundo a Teoria da Relatividade quanto mais um corpo se aproxima da velocidade da luz mais o tempo desacelera em relação a ele. Há quem diga que se fosse possível alguém viajar 4 anos na velocidade da luz ao retornar a Terra esse indivíduo perceberia que por aqui teriam se passado 40 anos, ou seja, ele teria viajado 36 anos no futuro.

Sim, é exatamente isso: viajar no futuro. É claro que não nos parece nenhum pouco palpável, porém, é fisicamente possível. Tão possível que o fazemos a todo momento! =] Todos nós viajamos rumo ao futuro constantemente, apesar de não controlarmos na prática a velocidade com que giram os ponteiros do relógio. O presente ao meu ver é apenas a materialização da convergência de uma série de possibilidades que estamos sujeitos ao longo da vida que é desencadeada a cada decisão que tomamos. Então, se quisermos concretizar um futuro que tanto sonhamos devemos nos dedicar a isso, já que dominar o tempo ainda não está ao nosso alcance.

E quanto aos nossos arrependimentos, poderíamos voltar ao passado para corrigir nossos erros? Não. E essa resposta é afirmada por muitas teses que negam as chances de se voltar efetivamente ao passado. O grande "x" da questão é o que aconteceria com alguém que extrapolasse o limite da velocidade da luz. Se transformaria em luz? Ou, sofreria com um outro tipo de fenômeno que é chamado de "Looping no Tempo"? O looping no tempo seria algo muito parecido com o que acontece nos parques de diversões com montanhas-russas e afins. É como se a velocidade do corpo fosse tão grande que ele passaria a sofrer uma reação e ter o seu movimento tendendo a uma curva para trás, que ao ser fechada nos levaria a um período histórico já vivído. Vejam a imagem abaixo, ela nos dá uma noção do que seria esse movimento na prática.

Segundo o grande o físico britânico Stephen Hawking nós ainda teríamos outras maneiras de viajar no tempo como através do vapor quântico. Para Hawking portais do tempo se abrem e fecham a todo instante ao nosso redor, mas eles são tão minúsculos que não podemos ver e nem prever quando e onde eles se abrem. Talvez, num futuro distante (ou não) poderemos ter experiências no mínimo curiosas ao visitando os nossos tataranetos, ou nossos tataravós. Confesso que a humanidade aprenderia muito com isso, entretanto, a percepção de presente estaria extremamente comprometida. 

Se por um lado seria incrível pilotar carros voadores e num curto espaço de tempo saber como as pirâmides do Egito foram construídas. Por outro poderíamos sofrer com pessoas mal intecionadas o suficiente para manipular a história em favor delas. Talvez, eu seja um pouco conservador em relação a isso, pois gosto do tempo linear. Por mais que brincar em parques de diversões seja algo legal não é saudável se fazer isso sem a segurança necessária e nem todos os dias. E, do modo que eu ando um pouco desacreditado do nosso sistema econônimo eu já imagino no mínimo os seguintes anúncios: "Pacotes para século I com direito a fotos com Jesus e seus doze apóstolos em 36x sem juros no cartão".

Continua...