Flutuante 3.0

Até 2009 eu não dava bola para a escrita. Eu me saía razoavelmente bem nas aulas de português da escola e a minha paixão por desenhar saciava toda a minha necessidade de expressão. Porém, eu já não tinha tanto tempo para a atividade que eu tanto gostava e mesmo assim sentia falta de produzir algo que representasse as minhas ideias, ou que fosse apenas uma simples válvula de escape.

Foi então que num mesmo maio daquele ano decidi usar as palavras como ferramenta para esse fim. Eu queria ser autor de algum tipo de publicação escrita, registrar alguns pensamentos e deixar esse conteúdo acessível da melhor maneira possível. Sendo assim, resolvi criar o Blog Inconsciente Flutuante que nesse mês acaba de completar 3 anos de existência! =D


Aqueles que leem as minhas postagens hoje talvez não percebam, mas algumas coisas mudaram em relação ao meu pensamento de hoje e o daquela época em relação ao Blog. Algumas delas são:

•Interagir com perfis através de redes sociais.
•Expor experiências, sentimentos ou fotos pessoais.
•Incorporação de vídeos ou músicas nas postagens.

Três anos depois eu posso dizer que com Blog eu pude ter acesso a conteúdos de qualidade que eu nem imaginava que existiam dentro da internet, aprender a editar vídeos e até escrever poemas de amor. Foi assim, quebrando pequenos paradigmas que eu venho atravessado esses anos sempre reformulando sutilmente o meu pensamento e a forma de me expressar. 

E assim, chegar ao que eu chamo Flutuante 3.0.

Se por um lado o mês de maio é lembrado pelo Dia do Trabalhador, por outro não é exatamente esse o vinculo estabelecido entre o eu e o Inconsciente Flutuante. Trabalho me lembra esforços repetitivos, subordinação incondicional e horários rígidos. Na contramão da web aqui os posts (por mais voláteis que sejam) não são produzidos em série e normalmente passam por um algum período de maturação antes de serem publicados. 

Este espaço mesmo sendo amador é fruto de bastante estudo, reflexão e dedicação para proporcionar uma experiência agradável a todos que por aqui passam. E assim pretendo seguir com meus posts artesanais por mais algum tempo. 

Talvez eu não esteja mais como antes, talvez o layout mais sóbrio não traduza a minha inclinação a cada vez mais me demonstrar mais impaciente. Talvez os textos continuem a não dizem muito sobre mim, talvez não seja tão bonito quanto as minhas fotos que editei. Mas, uma coisa é certa, por enquanto, não quero abrir mão da liberdade que eu mesmo criei para registrar as minhas ideias dessa forma.

E assim vou, lapidando esse meu pedaço de memória externa e digital. Torcendo muito para que o dia em que eu disser: “Agora eu tenho 30 anos de experiência e não tenho mais nada a aprender” nunca chegue...