Reevolução - Resenha (parte I)

Certa vez eu ousei escrever sobre Revolução e uma amiga minha muito querida resolveu me questionar sobre os meus escritos com muita propriedade. Mesmo sem ter nenhuma bagagem para resenhar sobre movimentos sociais eu acredito que não é preciso me limitar sobre o tema. Afinal, estes textos são apenas reflexivos e não um estudo comprovado de como fazer isso ou aquilo. O fato é que eu trago aqui as perguntas e as respostas que equacionei para as mesmas. Antes de tudo, quero agradecer ao carinho da minha amiga Gisele Felizardo, pois sem ela este post não seria possível. =]

Sendo assim, vamos lá então.

Pergunta n°1:

-O desejo real de mudança e/ou transformação não pode ser considerado concreto? Pessoalmente falando quero dizer.

Bom, eu vejo que um real desejo de mudança é fundamental para distinguirmos os que perceberam o quanto são negligenciados por uma Elite Social daqueles que ainda não enxergam desse modo. Porém, ter apenas uma vontade de transformação engavetada não é o suficiente para quem almeja algo maior. Esse nosso potencial de Revolução não pode ser saciado como quem veste uniforme durante toda a semana e se contenta em vestir a roupa de ir à missa somente aos domingos. Em outras palavras: teoria e prática não vivem uma sem a outra, e, se nós estamos falhando na concretização de alguma mudança é porque o modo escolhido para realizar os nossos objetivos precisa ser revisto.

-Você considera toda Revolução Utópica: Ou pode-se dizer que começa de uma Utopia?

Se levarmos ao pé da letra o conceito de Utopia observaremos que elas fazem parte da nossa vida desde a nossa infância, como por exemplo: no amor, saúde, trabalho etc. E, uma delas é de construir uma sociedade melhor comparada com aquela que os nossos pais nos deixaram como herança. Da mesma forma que é possível realizar boa parte dos nossos sonhos na vida eu acho que também podemos realizar mudanças sociais. Mas, para isso é necessário nos desligarmos de modelos pré-moldados e nos adaptar a realidade do meio no qual vivemos.
 



-Se uma pessoa entra em um conflito pela luta armada sem ser de livre espontânea vontade, você não acha que o sentido da luta fica atrelada a opressão? Desse modo eu entendo que não é uma luta legítima desde que baseada na opressão! 

Eu não confiaria num modelo de mudança que usa a força para se estabelecer, essa ideia de conseguir através da força para depois estabelecer a paz depois não me seduz. Se quisermos estabelecer um modelo de paz temos que começar a concretizá-lo desde o início. A paz deve ser a base, sem ela alternar quem está no poder não surti nenhum efeito para que é oprimido.

Continua...