Sagitário (22/11 a 21/12)

Quíron, nasceu dos amores de Saturno e da oceânide Fílira.

Pelo fato do deus ter se unido a ela metamorfoseado num cavalo, o Centauro, possuía dupla natureza: metade animal, metade homem. Cresceu numa gruta no monte Pélion, onde adquiriu o conhecimento da botânica e da astronomia.

Quíron torna-se um grande sábio. Ensinou música, arte da guerra e da caça, moral, mas sobretudo medicina. Foi o educador de um grande número de heróis, inclusive de Hércules que, estudou na sua escola. Quando Hércules perseguia ao centauro Élato, este se escondeu no refúgio do mais justo dos centauros.

Quíron foi então ferido acidentalmente por uma flecha envenenada que Hércules havia dirigido a Élato.

Ele aplicou toda a sorte de ungüentos que conhecia sobre sua ferida, mas esta era incurável. Tamanha era a dor, que suplicou ao pai dos deuses que pusesse fim aos seus dias.

Comovido, Júpiter transferiu a Prometeu sua imortalidade e o Centauro pôde, enfim, descansar.

Quíron subiu, então, ao céu sob a forma da constelação de Sagitário. Sua flecha, apontada para o alto, simboliza a transformação do ser animal em ser espiritual.

Sagitário é o nono signo astrológico do zodíaco, situado entre Escorpião e Capricórnio e associado à constelação de Sagittarius. Seu símbolo é o centauro. Forma com Áries e Leão a triplicidade dos signos do Fogo. É também um dos quatro signos mutáveis, juntamente com Gêmeos, Virgem e Peixes. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os sagitarianos são as pessoas nascidas entre 22 de novembro e 21 de dezembro.

Região do corpo: Cadeiras e músculos
Metal: Estanho
Pedras preciosas: Safira Azul
Perfume: Aloé
Planta: Agave (pita)
Flor: Hortênsia
Planeta: Júpiter
Cor: Azul
Elemento: Fogo
Palavra-chave: Benevolência
Dia da semana: Sexta-feira
Arcanjo Regente: Zacariel
Gênios do Zodíaco: Vhcri e Saritaiel
Tattwa: Tejas

Como irritar um sagitariano: Dê a eles bastantes responsabilidades. Coloque realismo na sua filosofia. Nunca ria das piadas deles. Não tope nenhuma aventura ou quebra de rotina e esteja sempre de mau-humor.

Frase típica sagitariana: "Já te disse 1.000.000 de vezes que NUNCA EXAGERO!"


Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.

Escorpião (23/10 a 22/11)

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Segundo Homero, Órion era filho de Euríale de Netuno, que lhe concedeu a faculdade de caminhar sobre as águas. Tornou-se célebre por sua paixão pela caça e por seu amor pela astronomia. Era um caçador gigante, de força e vigor extraordinários. A deusa Aurora, embriagada com sua beleza, apaixonou-se por ele, o raptou e o levou para a ilha de Delos.

Entretanto, Órion perde a vida por ciúme, segundo Homero, ou por vingança de Diana, segundo outros. Ele teria forçado a deusa a competir no disco com ele e, derrotado, foi assassinado.

Conta-se também que Órion tentara violentar a deusa que fez sair da terra um escorpião que lhe picou mortalmente o calcanhar.

Diana conseguiu que, tanto Órion quanto o escorpião fossem levados ao céu. As estrelas da constelação Órion desaparecem no Ocidente quando as de Escorpião nascem no Oriente.

Escorpião é o oitavo signo astrológico do zodíaco, situado entre Libra e Sagitário e associado à constelação de Scorpius. Seu símbolo o escorpião. Forma com Câncer e Peixes a triplicidade dos signos de Água. É também um dos quatro fixos, juntamente com Touro, Leão e Aquário. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os escorpianos são as pessoas nascidas entre 23 de outubro e 21 de novembro.

Região do corpo: Órgãos sexuais
Metal: Ímã
Pedras preciosas: Topázio
Perfume: Coral
Planta: Carvalho
Flor: Crisântemo
Planeta: Marte
Cor: Vermelha
Elemento: Água
Palavra-chave: Ação
Dia da semana: Quinta-feira
Arcanjo Regente: Samael
Gênios do Zodíaco: Richol e Saissaiel
Tattwa: Apas

Como irritar um escorpiano: Faça perguntas pessoais. Saiba muito sobre eles e dê a entender. Obtenha mais sucesso do que eles e se vanglorie. Repita sempre: -"Isso não é da sua conta!"

Frase típica de escorpiana: "Sou super LIBERAL... mas onde você foi, MESMO?"


Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.

Chuva de Verão

Uma gota de chuva caía
mas, não desejava cair.

Não era fonte de vida
e, sim, de tristeza e ira.

Ira de quem não se conforma
ao ver tudo indo embora.
E, indignado, grita pro alto:
-Deveria chover ao contrário,
de baixo pra cima,
para que o céu virasse piscina

e os anjos sentissem o que sinto
ao ver o meu lar destruído.

Enquanto isso caiu uma outra gota
(que não era como as outras)
e confessava ao Criador:
-Não quero cair e ver o sofrimento
do sem-teto de joelhos...
Deus, porque me fez água!?
Antes fosse, pedra de gelo.


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Nota: Esse poema é um dos primeiros que escrevi e publiquei na internet, mas não foi aqui no blog e tal. Foi num época longínqua onde eu tinha um fotolog e o meu passa-tempo predileto era desenhar e não escrever. Esse foi um momento de transição na minha vida, afinal eu resolvi escrever por não ter mais tempo para desenhar. E, a minha inexperiência com as palavras foi suprida pela correção ortográfica e gramatical do meu brother Gil Silva. 

O que me deixa feliz é que mesmo depois de tanto tempo eu considero esse poema digno de ser republicado pela sua intensidade e a reflexão que ele proporciona. O que me deixa triste é que muitos verões se passaram e um outro já se aproxima e ninguém fez nada para que esses versos fossem desatualizados o suficiente para não terem mais sentido no nosso contexto urbano. Infelizmente, muitas pessoas vão perder tudo de novo com as próximas chuvas de verão...
 

Libra (23/09 a 22/10)

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Júpiter e Têmis - a justiça divina - tiveram uma filha, a virgem Astréia, que viveu entre os homens na época da Idade de Ouro, semeando paz, bondade e justiça.

Numa mão trazia a balança, noutra a espada. Quando os homens passaram a viver em dissonância com as leis, os crimes que cometiam a obrigaram a abandonar sucessivamente as cidades, as vilas e os campos.

Exilou-se, então, no céu, onde foi transformada na constelação de Virgem. Carregou consigo a balança que, junto à ela, foi colocada entre os astros na forma da constelação de Libra.

Libra (português brasileiro) ou Balança (português europeu) é o sétimo signo astrológico do zodíaco, situado entre Virgem e Escorpião e associado à constelação de Libra. Seu símbolo é uma balança. Forma com Gêmeos/Gémeos e Aquário a triplicidade dos signos do Ar. É também um dos quatro signos cardinais, juntamente com Áries/Carneiro, Câncer/Caranguejo e Capricórnio. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os librianos são as pessoas nascidas entre 23 de setembro e 22 de outubro.

Região do corpo: Rins
Metal: Cobre
Pedras preciosas: Crisolita
Perfume: Gálbano
Planta: Pinho e cipreste
Flor: Narciso
Planeta: Vênus
Cor: Verde
Elemento: Ar
Palavra-chave: Amor
Dia da semana: Terça-feira
Arcanjo Regente: Uriel
Gênios do Zodíaco: Grasgarben e Hadakiel
Tattwa: Vayú

Como irritar um libriano: Diga bastante - "Isso é com você, decida logo!". Leve-os a locais feios. Aja de forma grosseira em público, tire melecas, arrote, fale palavrões, vire cerveja na mesa, chame o garçom pelo nome.

Frase típica de libriana: "A justiça tarda mas não falha, pois está sempre COMIGO."



Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.

Looping no Tempo (parte III - final)

Caso todos os livros, calendários e relógios do planeta Terra fossem destruídos a única coisa que nos sobraria para nos percebermos no espaço-tempo seria a nossa memória. E por conta disso temos que zelar para que ela permaneça saudável ao longo da nossa vida, tanto no sentido físico como no mais sutil. O que seria zelar por uma boa memória? Além de nos condicionarmos quanto a nossa saúde mental através de exercícios indispensáveis como por exemplo a leitura, devemos também tomar cuidado quanto a enorme quantidade de estímulos que nos rodeiam no nosso cotidiano. Pois, quando fora de controle eles nos desviam dos nossos objetivos e nos distraem compulsivamente.

Despertador, micro-ondas, celular, e-mail, Facebook... E de repente estamos aprisionados numa maré de obrigações ditada pelo excesso de estímulos externos. O que realmente nos move a executar a maioria das nossas tarefas no dia-a-dia: a consciência ou a inércia? E se nos perguntassem a nossa idade desconsiderando o ano que nascemos o que responderíamos... que vivemos muito ou que vivemos pouco? No que a nossa vida seria diferente caso não existissem todas essas rédeas para nos conduzir... e afinal, por quem estamos sendo conduzidos: por nós mesmos ou por terceiros?

O crescimento das nossas obrigações é diretamente proporcional ao modo como a nossa vida estaciona no tempo. O que evidencia isso é o forte apego que demonstramos para com a nossa juventude, aonde as obrigações são poucas em consequência do nosso modelo de infância ideal que sugere um ambiente de pura recreação e alienação. O que os meios de comunicação fazem é fomentar a ideia de que é possível prolongar essa "liberdade" por toda a vida adulta (para quem  desfrutou dessa experiência, para naqueles que não vivenciaram a infância de tal forma é injetado uma dose considerável de baixa autoestima que potencializa a sensação de vazio). Afim de fechar esse ciclo vicioso eles nos oferecem uma válvula de escape para amenizarmos toda as nossas frustrações com esse cotiano robotizado: o consumismo.

Somos induzidos a consumir de forma lúdica, afinal é tudo muito colorido e divertido. Forçados muitas vezes a resgatar impulsos infantis que não podem ser negados (principalmente) por nós mesmos, ao contrário do que nossos pais faziam e com sabedoria nos ensinavam a consumir apenas o necessário. O problema é que as necessidades só aumentam a cada geração que passa, criando um buraco negro que irá sugar todos os recursos naturais da Terra em poucas gerações se não mudarmos os nossos hábitos. Mas, para que o despertar aconteça é preciso sairmos desse ciclo vicioso consumista e, deixar de nos contentarmos como os ratos de laboratório que se contentam ao correr freneticamente na sua roda de exercícios em troca de comida.

A única forma que eu vejo de combater esse fluxo é deixar de respondermos apenas por estímulos externos, antecipá-los e ocuparmos imediatamente as lacunas do nosso tempo estudando como sair de vez dessa prisão. Ou seja, é essencialmente abandonar a inércia que nos domina e substituí-la pela pró-atividade. Para ilustrar bem o que eu quero dizer eu gostaria muito que vocês assistissem esse vídeo com os melhores momentos de um capítulo da série Supernatural, onde os atores principais se encontram presos numa espécie de looping no tempo e lutam para sair dele. =]



No vídeo, Sam acorda numa manhã qualquer e no decorrer do dia o seu irmão Dean morre, logo em seguida ele acorda retornando para a mesma manhã anterior, e assim sucessivamente. Sam fica angustiado pelo fato de ter de lidar com a morte do seu irmão todos os dias e tenta de todas as formas protegê-lo, em vão. Por mais que ele já saiba o que vai acontecer é inútil tentar impedir que o destino se repita. Além disso, Dean oferece uma resistência achando que essa tal viajem no tempo não passa de maluquice. Quando de repente ele acorda já no dia seguinte sem saber o motivo e mesmo assim Dean volta a morrer e repetir o mesmo looping só que em um dia diferente.

O roteiro desse vídeo, ao meu ver, pode ser comparado com a nossa vida contemporânea. Porém, há uma diferença: nós não nos damos conta que vivemos num looping do tempo e não lutamos para sair dele o quanto antes. Talvez, não nos damos conta de que morremos todos os dias que passa, assim como Dean, e custamos a acreditar quando alguém chega e diz que estamos presos numa eterna armadilha. Ou, o que é pior, sabemos que estamos numa armadilha e nos contentamos em nos distrair com futilidades. O fato é que morremos todos os dias por falta de consciência e definhamos até o fim dos nossos dias.

Por outro lado, ainda existem muitos que são como Sam e não se conformam em estarem presos a um sistema. E a sua inquietação convence as pessoas que estão ao seu lado de que realmente precisamos fazer algo para sair dessa condição. Que é preciso buscar um aprimoramento árduo, como Sam fez e passar a executar as tarefas do dia-a-dia com uma destreza absoluta. Se antecipar e usar o tempo que nos sobra para bolar alternativas para sair desse looping maldito. E quando a nossa consciência vai começar a despertar? Quando percebemos que a cada segundo portais do tempo se fecham e se abrem ao nosso redor e que cada decisão errada que tomamos é uma oportunidade perdida. 

Talvez, seja isso que nos falta... de alguma forma precisamos parar de empurrarmos o tempo com a barriga e fazer com que os dias sejam diferentes um do outro mesmo com a rotina do nosso trabalho exigindo ao contrário. Só assim para termos uma liberdade mais verdadeira e menos controlada. 

Mesmo sem a certeza do sucesso garantido e mesmo que seja preciso cair em outras armadilhas temporais o que não podemos fazer é deixar o tempo passar.

Se você não leu a parte II clique aqui: Looping no Tempo (parte II)

Quer assistir o epsódio completo? Acesse >>> mixblogvideo.blogspot.com.br
 

Looping no Tempo (parte II)

Depois de uma reflexão sobre as explicações que a física nos apresenta sobre o comportamento do espaço-tempo vamos mergulhar numa reflexão social dessas regras e ver se elas se assemelham de fato com as experiências que vivenciamos no dia-a-dia. A base dessa reflexão também será a Teoria da Relatividade. Vamos começar com uma das citações mais famosas de Einstein e que é ideal para iniciarmos esse texto.

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Ao falarmos de expanção logo pensamos em liberdade, e de certa forma podemos entender isso como "ausência de gravidade". Afinal, quem nunca quis experimentar a sensação de andar na Lua para se sentir mais livre daquilo que nos prende ao chão? Por outro lado uma das formas mais rudimentares de se aprisionar um indivíduo é amarrar na sua perna uma bola de ferro para que ele não se movimente com facilidade. Assim, podemos entender de uma forma simples como liberdade física pode ser comparada com a autonomia do pensamento de um ser humano. Pois, tanto no meio físico quanto no psicológico a melhor forma de limitar a mobilidade de alguém é fazer com que ele carregue um peso muito maior do que o seu peso natural.

Diante desse cenário eu vejo que a classe trabalhadora sofre com enormes privações para expandir a sua mente em relação a classe mais privilegiada da nossa sociedade. Ao invés de grilhões e bolas de ferro temos a exploração do trabalho como principal empecilho. Enquanto os burgueses desfrutam do acesso aos mais diversos tipos de cultura os que não pertencem a essa pequena parcela da sociedade amargam uma restrição severa ao conhecimento. Tudo começa na infância com o acesso precário ao ensino de qualidade e se prolonga durante a vida adulta. O resultado dessa desigualdade é uma distorção do tempo entre ricos e pobres.

A Teoria da Relatividade diz que para o observador o tempo passa mais devagar em relação ao sujeito que se move na velocidade da luz, e eu acredito que o mesmo acontece em relação a informação. Os que adquirem maior quantidade de conhecimento expandem suas mentes e conseguem sim viajar no tempo e estar na Terra numa época diferente daquela que a maioria vive. Para explicar essa ideia basta ver o contraste de quem anda com um iPhone e comparar com uma outra pessoa que nunca teve acesso a internet. É como se o sujeito do iPhone vivesse no ano de 2020 e aquele que nunca teve contato com um computator vivesse em 1990.

Nos bate-papos informais do cotiano muito se fala de como o tempo passa rápido. "Nossa, o ano começou um dia desses e já estamos em outubro, como pode?". As pessoas sentem que o tempo voa, mas eu não exergo dessa forma. O tempo não está voando, muito pelo contrário, ele congelou para a maioria das pessoas. Quando alguém diz "hoje já é dia 20 do mês e ele mal começou" é por que de fato no psicológico dela ainda é dia 5 (vamos supor), ou seja, ela está se esforçando absurdamente para sair do lugar no tempo em vão e não consegue perceber isso. É como se ela fosse um rato de laboratório correndo freneticamente na sua roda de exercícios. Pois, acordou no mesmo horário, executou as mesmas tarefas, comeu apressadamente e quando acordou de novo já era hora de fazer tudo outra vez. É uma verdadeira prisão atemporal onde as grades são a rotina e a repetição excessiva dos momentos.

No outro extremo desse raciocínio estão aqueles que aparentam ter vindo de uma outra dimensão. Esses indivíduos que foram tão longe voltam através de uma espécie de looping no tempo depois de um intenso mergulho atemporal, onde eles também não viram o tempo passar ao pesquisar e estudar minuciosamente o que há de mais sofisticado no conhecimento humano. De vez em quando ao saírem de suas cápsulas eles reparam como o mundo envelheceu.. É como se tudo fosse muito ultrapassado para eles. O conhecimento verdadeiro faz isso conosco e nos transporta para uma realidade à frente da qual vivemos. 

Até aí não há grandes problemas, as complicações começam quando toda essa tecnologia desenvolvida é patrocinada por oportunistas que tem como único objetivo a manutenção do seu poder sobre aqueles que estacionaram no tempo. Como faz por exemplo o governo brasileiro ao implementar um sistema de identificação biométrica visando fazer com que num futuro próximo o eleitor vote em qualquer seção eleitoral, porém não se empenha para colocar algo semelhante nos hospitais afim de proporcionar um diagnóstico mais completo da saúde das pessoas. O mais curioso disso tudo é que toda essa tecnologia é financiada justamente por quem é a vítima dessa máquina: o cidadão.

Continua...

Se você não leu a parte I clique aqui: Looping no Tempo (parte I)

Looping no Tempo (parte I)

A Teoria da Relatividade trouxe um grande avanço para o modo como percebemos o mundo ao nosso redor. Apesar de não ter sido o primeiro a pensar sobre a relatividade geral Einstein foi quem obteve os resultados mais convincentes sobre a existência do espaço-tempo. Pois bem, o que vem a ser tudo isso? A física tradicional apontava dois comportamentos diferentes para a gravidade em relação a massa que são eles inercial e gravitacional, o que Albert Einstein fez foi elaborar uma equação que fosse válida para qualquer situação na qual se encontrassem os corpos.

Para realizar tal façanha Einstein teve que associar uma outra dimensão à matéria (além de comprimento, altura e largura) que foi o tempo. Com isso o tempo perdeu o status de inflexível e absoluto, já que ele passou a ser relativo como as dimensões que já conhecemos. Sendo assim, essa teoria sugere que podemos deformar o tempo através de modificações no espaço e vice-versa. Vários experimentos foram feitos afim de comprovar se essas leis se aplicam ou não na prática e na maioria deles os resultados indicam que é exatamente assim que a matéria se comporta.

Por exemplo: se pudéssemos comparar o tempo de um velocista que percorre uma distância de 100 metros com dois cronômetros distintos, o primeiro monitorado por um juiz e o segundo pelo próprio corredor veríamos que o tempo marcado pelo corredor ao concluir a prova seria menor. Esse fato ocorre porque segundo a Teoria da Relatividade quanto mais um corpo se aproxima da velocidade da luz mais o tempo desacelera em relação a ele. Há quem diga que se fosse possível alguém viajar 4 anos na velocidade da luz ao retornar a Terra esse indivíduo perceberia que por aqui teriam se passado 40 anos, ou seja, ele teria viajado 36 anos no futuro.

Sim, é exatamente isso: viajar no futuro. É claro que não nos parece nenhum pouco palpável, porém, é fisicamente possível. Tão possível que o fazemos a todo momento! =] Todos nós viajamos rumo ao futuro constantemente, apesar de não controlarmos na prática a velocidade com que giram os ponteiros do relógio. O presente ao meu ver é apenas a materialização da convergência de uma série de possibilidades que estamos sujeitos ao longo da vida que é desencadeada a cada decisão que tomamos. Então, se quisermos concretizar um futuro que tanto sonhamos devemos nos dedicar a isso, já que dominar o tempo ainda não está ao nosso alcance.

E quanto aos nossos arrependimentos, poderíamos voltar ao passado para corrigir nossos erros? Não. E essa resposta é afirmada por muitas teses que negam as chances de se voltar efetivamente ao passado. O grande "x" da questão é o que aconteceria com alguém que extrapolasse o limite da velocidade da luz. Se transformaria em luz? Ou, sofreria com um outro tipo de fenômeno que é chamado de "Looping no Tempo"? O looping no tempo seria algo muito parecido com o que acontece nos parques de diversões com montanhas-russas e afins. É como se a velocidade do corpo fosse tão grande que ele passaria a sofrer uma reação e ter o seu movimento tendendo a uma curva para trás, que ao ser fechada nos levaria a um período histórico já vivído. Vejam a imagem abaixo, ela nos dá uma noção do que seria esse movimento na prática.

Segundo o grande o físico britânico Stephen Hawking nós ainda teríamos outras maneiras de viajar no tempo como através do vapor quântico. Para Hawking portais do tempo se abrem e fecham a todo instante ao nosso redor, mas eles são tão minúsculos que não podemos ver e nem prever quando e onde eles se abrem. Talvez, num futuro distante (ou não) poderemos ter experiências no mínimo curiosas ao visitando os nossos tataranetos, ou nossos tataravós. Confesso que a humanidade aprenderia muito com isso, entretanto, a percepção de presente estaria extremamente comprometida. 

Se por um lado seria incrível pilotar carros voadores e num curto espaço de tempo saber como as pirâmides do Egito foram construídas. Por outro poderíamos sofrer com pessoas mal intecionadas o suficiente para manipular a história em favor delas. Talvez, eu seja um pouco conservador em relação a isso, pois gosto do tempo linear. Por mais que brincar em parques de diversões seja algo legal não é saudável se fazer isso sem a segurança necessária e nem todos os dias. E, do modo que eu ando um pouco desacreditado do nosso sistema econônimo eu já imagino no mínimo os seguintes anúncios: "Pacotes para século I com direito a fotos com Jesus e seus doze apóstolos em 36x sem juros no cartão".

Continua...

A Última Ceia

Sempre quando falamos em última ceia lembramos daquele quadro decorativo que existe na maioria das cozinhas cristãs onde Jesus partilha o pão com todos os seus discípulos. Além do seu valor religioso ele pode nos trazer diversas reflexões sobre o que realmente gostaríamos de fazer antes de morrer ou sobre a quantidade de protocolos sociais que nos são impostos.

Na constituição brasileira não está prevista a pena de morte, o que nos deixa um pouco distante de nos imaginarmos na mesma situação que Cristo enfrentou. Porém, ainda há alguns países onde a pena de morte é aplicada. E, o designer gráfico James Reynolds resolveu registrar os últimos desejos de presidiários que tiveram que escolher quais seriam suas últimas refeições.

Há quem acredite que para se ter uma vida com um grau de realização satisfatório é preciso vivê-la como se cada dia fosse o último. Mas, me colocando no lugar desses detentos eu achei um motivo para discordar: por mais que essas últimas refeições sejam degustadas com toda intesidade possível elas jamais se equipariam a uma bolo de aniversário, (pricipalmente se o aniversariante tiver 4 anos de idade =]). Talvez, esse pensamento de se "viver cada dia como se fosse o último" contenha traços de uma melancolia dos nossos tempos atuais...

Pelo menos essa é a impressão que eu tenho ao olhar essas bandejas.


E você, já imaginou o que desejaria comer durante a sua última ceia?


Virgem (23/08 a 22/09)

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Durante a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia, filha de Júpiter e Têmis, vivia na terra, entre os humanos, aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e justiça. Nesta época, no mundo não haviam guerras, catástrofes ou crimes. A natureza era plena e oferecia alimento a todos os homens, que existiam em paz com os deuses.

Mas os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações com os deuses, acreditando-se donos do próprio destino. Irritado com a prepotência dos mortais, Zeus determina um castigo: a Idade de Ouro estava acabada. A primavera seria limitada, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais.

Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os impunha, Astréia se refugia nas montanhas, mas continua a disposição daqueles que quiserem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.

Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da humanidade não terminara, os homens descobrem a guerra. Este período belicoso caminha para uma nova era, a Idade de Ferro, em que os homens não têm mais respeito pela honra, franqueza e lealdade, tendo as ações determinadas pela ambição e violência.

Ao ver em qual ponto as coisas estavam, Astréia, entristecida, resolve abandonar a Terra e deixar de conviver com os mortais. A deusa, então, refugia-se no céu na constelação de Virgem. Sua balança também é catasterizada na constelação de Libra, para lembrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado - as ações devem ser pesadas em contraponto

Virgem ou Virgo é o sexto signo astrológico do zodíaco, situado entre Leão e Libra e associado à constelação de Virgo. Seu símbolo é uma virgem. Forma com Touro e Capricórnio a triplicidade dos signos da Terra. É também um dos quatro signos, juntamente com Gêmeos/Gémeos, Sagitário e Peixes. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os virginianos são as pessoas nascidas entre 23 de agosto e 22 de setembro.


Região do corpo: Intestinos e baixo ventre
Metal: Mercúrio
Pedras preciosas: Esmeralda
Perfume: Sândalo branco
Planta: Olmo
Flor: (Glória-da-manhã)
Planeta: Mercúrio
Cor: Amarelo
Elemento: Terra
Palavra-chave: Razão
Dia da semana: Segunda-feira
Arcanjo Regente: Rafael
Gênios do Zodíaco: Iadara e Schaltiel
Tattwa: Pritvi

Como irritar um virginiano: Choramingue bastante. Desarrume sua casa, atrapalhe sua programação, esqueça de atarraxar a pasta de dente. Diante do armário do banheiro, indague: "para que tanto remédio?".

Frase típica de virginiana: "Já te disse que sou SUPER DEMOCRATA, mas por que você ainda não fez o que eu MANDEI?"


Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.

Potencial

A evolução nem sempre se dá num processo contínuo e em escala exponencial, as vezes é necessário dar um passo para atrás para se dar dois para frente.

Ramadan

O jejum é uma prática exercida por diversas religiões tais como: hinduísmo, jainismo, celtas, confucionismo, romanos, cristãos, babilônios e com o islamismo não poderia ser diferente. O Ramadan é um mês sagrado para os muçulmanos, pois nele é comemorado a revelação do Alcorão por Allah ao Profeta Maomé que se dá ao nono mês do calendário islâmico que se difere do nosso por ser lunar e não solar. 

Durante o Ramadan os muçulmanos não se alimentam durante o dia. As refeições são feitas um pouco antes do amanhecer e podem ser retomadas  após o pôr-do-Sol. Também faz parte desse jejum a abstinência sexual e a caridade. A fé muçulmana é tão grande que acredita que "os portões do Inferno ficam trancados, e os demônios nele acorrentados” durante esse período. Este mês sagrado é um dos cinco pilares do islamismo e sua prática é essencial para a renovação da fé e o fortalecimento do elo para com Allah. Caso aconteça da pessoa quebrar esse jejum ela deverá jejuar por sessenta dias consecutivos, ou alimentar sessenta pessoas necessitadas, ou gastar em caridade a quantia equivalente à alimentação de sessenta pessoas.

Apesar de termos construído uma imagem dos muçulmanos como radicais e impiedosos. Quanto ao Ramadan não é bem assim que as coisas funcionam =]. Há excessões sim, para os muçulmanos será permitido quebrarem o jejum de Ramadan imposto quando ele acarretar perigo para a sua saúde. Nessa situação, o muçulmano deverá refazer mais adiante o seu jejum. O(s) jejum(uns) poderá(ão) ser reposto(os) em qualquer outro tempo do ano, quer seja contínua ou intermitentemente, menos durante o dia da eid (festividade). Além desses casos excepcionais ficam dispensados do Ramadan:

1. As criança abaixo da idade da puberdade e da descrição. 

2. Os doentes mentais que sejam irresponsáveis pelos seus atos.

3. Os indivíduos (homens e mulheres) que sejam muito velhos e fracos para arcar com a obrigação do jejum e suportar as suas asperezas. Essas pessoas estarão isentas desse dever, mas deverão oferecer, pelo menos, a um pobre necessitado, a média de uma refeição completa por dia, para cada pessoa. 

4. As pessoas doentes cujas saúdes estejam sujeitas a ser severamente afetadas pela observância do jejum; poderão adiar os dias de jejum, e depois repô-los, dia por dia. 

5. Pessoas na expectativa de dias de dureza. Essas pessoas poderão quebrar temporariamente o jejum durante suas viagens para compensarem dias depois, dia por dia. Porém, será melhor para elas, diz o Alcorão, conservarem o jejum se puderem fazê-lo sem o acúmulo de durezas extras
 
6. As mulheres que esperam neném e as que estejam amamentando seu bebê poderão também quebrar o seu jejum. Mas deverão repor os dias adiados, dia por dia.

7. Durante o período pós-parto, a parturiente estará isenta do jejum. 

8. As mulheres nos períodos de menstruação (um máximo de dez dias) poderão adiar o jejum, até ao fim do período, e depois compensá-lo, dia por dia. Se o período começar durante o jejum, este deverá ser repetido.

O Ramadan, assim como todo jejum, não deve ser cumprido por obrigação e sim por vontade própria. Ao contrário do que normamelte pensamos o jejum não deve ser associado ao sacrifício e sim a alegria. E, por que o jejum? O jejum é uma forma de nos desprendermos dos nossos desejos e compulsões. O jejum deve ser um momento de grande reflexão interior, uma ferramenta para a lapidação do nosso lado transcedente. Pois, é negar a si mesmo, a vaidade e principalmente, ao ego. Esse ego que funciona como um buraco negro dentro de nós que suga toda Luz que há por perto.

Em um mundo onde somos bombardeados diariamente por tentações do capitalismo e agimos como zumbis querendo matar essa sede que temos de consumir, qualquer tentativa de sair desse estado de imersão nas nossas obsessões é muito válida. Eu acredito que o despertar da consciência começa justamente assim o/. A primeira coisa que se tem a fazer é dizer "não". Não ao modo que vivemos, não a desigualdade, não ao benefício próprio e como poderemos fazer isso se não dizemos "não" nem para nós mesmos? Essa façanha não é impossível de se fazer, mas exige um grau elevado de força de vontade e disciplina. 

Quem aqui já pensou em se privar de algo que gosta muito, apesar dele estar facilmente ao seu alcance? Para mim que chego em uma padaria e tenho vontade de comer um pedaço de cada doce até não ter mais forças para levantar da cadeira essa conquista me parece um pouco distante. Até por que o Ramadan não é apenas uma dieta, é um condicionamento da alma também e isso faz com que eu tenha muita admiração pelos muçulmanos que o praticam com fervor. Mesmo assim, o convite para esse desafio é tão provocador que me trouxe essa bela reflexão e quem sabe daqui pouco tempo eu venha a praticar um jejum também (nem que seja de 15 dias sem chocolate). =]

Itinerário

A camisa passada, engomada,
sem vincos nunca foi usada.
E há botões extra no seu bolso,
que talvez nunca serão usados
nesta breve noite de gala.

Quem passa logo quer passar 
agora, depressa... depressão.
Caminha com os olhos no chão
cinza, nublado como um céu
indeciso, querendo chuviscar.

Não sabe se paga a passagem,
ou se adia essa tal viagem.
Se pula roleta, vai na garupa,
ou se desfaz todas as malas 
e vai com a cara e a coragem.

Pois, quanto menor o for peso 
mais longe é possível chegar.
Para os quem desejam acumular
o Mestre já lhes recomendou 
"deixe tudo e siga a ti mesmo".

Seja o destino da tua vida,
retorne ao ponto de partida.
Agora, só com a roupa do corpo,
pois a sua camisa torrou no
ferro de passar esquecida...
 

Percepção

Eu não vejo Deus como um escudo, muito menos como uma arma. Deus é para mim como um acordo de paz prestes a ser assinado.

Demolicar

Não é segredo para ninguém a fascinação da maioria dos homens por máquinas, especialmente por carros. E essa ligação começa desde muito cedo ainda quando somos crianças e ganhamos os nossos primeiros carrinhos de brinquedo. Dentro de um mundo imaginário as únicas regras que prevalecem são: ser o mais rápido e sobreviver a todo e qualquer tipo de colisão. Depois que a euforia e o cheiro de novo se vão é chegada a hora (mais legal) de desmontar o brinquedo e ver como seus componentes funcionam. Os mais inquietos criam um carro do tipo Frankenstein ainda mais poderoso e avassalador, já os que não tem sucesso nos seus projetos aguardam pelo próximo carrinho que lhes será dado de presente.

Na adolescência a coisa muda um pouco de figura e o estilo também ganha importância ao se pensar na ideia de um automóvel. Além disso, esse sonho é rondado por aquela antiga e sempre atual polêmica de que um carro luxuoso atrai muitas mulheres. Entre os intervalos das aulas no colegial esse debate esteve em pauta por muitas vezes e dificilmente se chegava num consenso. Se por um lado os garotos afloravam seu complexo de inferioridade alegando que um carro era mais do que suficiente para se conquistar a mulher ideal, por outro lado as garotas desmentiam ser interesseiras dizendo que um belo sorriso e uma boa conversa bastavam para encontrar o seu príncipe encantado.

Um pouco mais maduro percebi que existem pessoas de todos os tipos quanto a sua personalidade. Há mulheres que colocam como primeiro requisito para serem seduzidas um carro ou a condição financeira privilegiada do parceiro e outras porém que não abrem mão de uma pessoa companheira para amar ser amadas. Bem como, homens que acreditam que todos os seus problemas amorosos serão resolvidos quando tiverem as chaves do seu carro próprio (ou do seu pai) nas mãos e outros que entendem que esse tipo de conquista é sempre muito superficial e que não resulta numa felicidade duradoura. 

Um automóvel contribui e muito para independência do indivíduo, mas de nada adianta ele o possuir se a sua mente ainda não é autônoma.

O culto aos automóveis é de longe o maior inimigo da boa conduta dos motoristas. Uma realidade paralela em meio as regras de trânsito que nos é apresentada desde muito cedo e que nos faz esquecer qual é o verdadeiro sentido da palavra transitar. Ao invés de facilitarmos o tráfego encaramos todos na rua como nossos adversários, inclusive nós mesmos. Eu aproveitei essas férias de julho para fazer o Curso de Formação de Condutores (CFC) e um dos relatos do professor me fez refletir bastante. Ele contou que após cair de moto ficou com um certo receio de pilotar motocicletas e que certa vez um amigo lhe ofereceu uma dessas motos superesportivas para ele pilotar. Apesar dele se sentir tentado disse "não", pois sua vontade de testar potência máxima da tal moto era muito maior do que a sensatez que é necessária no trânsito.

O objetivo desse ensinamento foi demonstrar que, quando a emoção for maior que a razão essa não é a melhor hora para se conduzir um veículo. Justamente o oposto do que pregam os nossos comerciais onde não há emoção maior do que dirigir o seu próprio carro e acelerar ao máximo sem se preocupar com os limites de velocidade. Ok, acelerar é legal, talvez todo brasileiro encarne um pouco de Ayrton Senna quando ao dirigir. Mas, nada justifica esse comportamento tão violento no trânsito. Que sentido faz comprar um carro que atinge 250km/hr se as nossas rodovias de maior limite de velocidade permitem apenas 120km/hr? Status. Status dos que além de terem os veículos mais potentes têm os mais seguros também. Infelizmente, esse é um descaso social também, onde os mais pobres estão sujeitos a um risco maior de se machucar em colisões com carros de luxo. Sendo assim, representam a grande maioria das mortes no trânsito por não possuírem acesso a equipamentos essenciais de segurança que deveriam ser obrigatórios.

Uma possível solução seria ter mais critérios para se conceder habilitação para os condutores ou regularizar espaços e horário adequados para que essas energias sejam extravasadas com segurança. Devemos exigir isso das nossas autoridades públicas para que as nossas ruas possam ser mais civilizadas e diferentes de um demolicar urbano a céu aberto. Porém, enquanto isso não acontece vale respeitar os limites da via, do veículo e os nossos também.

Leão (22/07 a 22/08)

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Em Neméia, cidade da Argólida, deu-se o primeiro trabalho de Hércules. Lá vivia um temido leão feroz e devastador, irmão de outros monstros igualmente terríveis: Hidra de Lerna, Cérbero, Esfinge e Quimera. A fera foi gerada pela deusa Juno para provar o herói. Passava parte do dia escondido num bosque e, quando saía de lá, aterrorizava toda a região, devorando-lhe os habitantes e os rebanhos. Caçadores e guerreiros, inutilmente o haviam atacado. Suas lanças partiam-se e suas flechas caíam no chão sem ferir o animal.

Eristeu mandou que Hércules fosse matá-lo, para pôr um fim às devastações que fazia. Primeiramente, tentou vencer o monstro a flechadas, mas, por ter a pele invulnerável, o leão não se abateu. Hércules fechou, então, uma das duas saídas da caverna do animal e, brandindo a sua temível clave, aplicou-lhe uma pancada tão forte na cabeça, que o feroz animal caiu no chão, desacordado. Agarrando-lhe com sua força extraordinária, o sufocou. 

Com a pele do leão Hércules cobriu o seu corpo e da sua cabeça fez um capacete. Em comemoração, Júpiter transforma o animal na constelação de Leão.

Leão ou Leo é o quinto signo astrológico do zodíaco, situado entre Câncer/Caranguejo e Virgem e associado à constelação de Leo. Seu símbolo é um leão. Forma com Áries/Carneiro e Sagitário a triplicidade dos signos do Fogo. É também um dos quatro signos fixos, juntamente com Touro, Escorpião e Aquário. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os leoninos são as pessoas nascidas entre 22 de Julho e 22 de Agosto.

Região do corpo: Coração e espinha dorsal
Metal: Ouro
Pedras preciosas: Diamante
Perfume: Incenso
Planta: Girassol
Flor: Papoula
Planeta: Sol
Cor: Dourado
Elemento: Fogo
Palavra-chave: Vida
Dia da semana: Quarta-feira
Arcanjo Regente: Miguel
Gênios do Zodíaco: Sagham e Seratiel
Tattwa: Tejas

Como irritar um leonino: Ignore-os. Esqueça o nome deles e pergunte "Qual é mesmo o seu nome?". Em público, não os apresente às pessoas importantes.

Frase típica de leonina: "Antigamente EU era vaidoso, mas agora me curei e estou PERFEITO!"

Referências: 1, 2, 3, 4 e 5.

Êxodo

Escravizar um indivíduo não é tarefa das mais fáceis, agora imagine uma população inteira. Para conter um possível sentimento de revolta de seus servos um senhor escravocrata necessita de certas condições/habilidades tais como: possuir algo que seja indispensável para a sobrevivência humana, ter intermediários fiéis e ambiciosos, fazer com que o povo a ser escravizado desconstrua os seus próprios valores culturais, se demonstrar piedoso quando necessário, oferecer gratificações (ainda que migalhas) para os servos mais dedicados, utilizar a violência diante de atos de desobediência e convencer os seus servos de que não há lugar melhor de se viver senão aquele. E principalmente, fazer isso de forma sutil para que os seus escravos não tenham consciência do quanto são explorados e que podem reverter a situação na qual se encontram.

Porém, quando esse povo começa adquirir consciência do quanto é explorado ele começa sonhar com a sua liberdade. E a primeira coisa que lhe vem na cebeça é fugir daquele lugar. E quando essa fuga ocorre em massa nós a chamamos de êxodo. Quem é que nunca teve vontade de um dia deixar tudo para trás e partir rumo à "não sei onde"? Pegar as malas e dizer tchau para todos? Ou ir impulsivamente apenas com as roupas do corpo? Com certeza muitos já pensaram, mas poucos o fizeram pois tiveram uma pitada de esperança de que as coisas iriam melhorar e que não seria necessário partir. Porém, quando todas as esperanças se esgotam e a sensação de que qualquer outro lugar no mundo é melhor do que aquele que estamos não há o que fazer a não ser ir embora.

Ir embora assim como o povo hebreu liderado por Moisés fez fugindo do Egito deserto a dentro. Atravessando o Mar Vermelho movido pela fé de chegar á Terra Prometida e não ser mais escravizados pelo Faraó. Assim como o homem do campo que plantou ano após ano e não conseguiu colher o suficiente para sua família e resolveu tentar a sorte na cidade grande. Tendo apenas a sua boa conduta e honestidade como alicerces para resgatar a sua dignidade e da sua família. Assim como quem retorna às raízes da sua origem como pregou Marcus Garvey aos decendentes africanos na Amércia para retornar à África e construir um novo mundo longe do racismo e de injustiças sociais. Devolvendo a prosperidade ao continente que é vítima do descaso da economia mundial e sobrevive em meio as condições precárias que lhe são impostas.

Mesmo com todos esses desafios o processo de libertação de um povo não se resume apenas nas barreiras físicas. Ainda mais quando se fala em um mundo globalizado e com satélites atualizando os GPS's constantemente. E o que vem depois dessa fuga? O que o povo de Moisés sentiu quando estava sem alimentos e tinha um vasto deserto árido a perder de vista pela frente? O que o agricultor mais humilde sente quando se vê numa selva de pedra onde não há mato para roçar? O que o povo negro sentiria se voltasse para a África e tivesse que superar as dificuldades para reconstruir todo o continente africano e reescrever a sua história? Arrependimento? Não. Medo? Talvez. Desconforto? Com certeza. Então me diga o quão confortável era aqueles lugares onde a última coisa que se tinha era autonomia sobre o próprio viver...

E atualmente será que temos tanta autonomia assim? Hoje as condições geográficas são bem diferentes comparadas com as daquela época. Muitas vezes a sensação de prisão é ainda maior, pois os convívios sociais são demarcados pelo capital e não mais pelas afinidades com o seu grupo. E a única forma que encontramos de amenizar essa dor muitas vezes está infelizmente no ato de consumir. Por mais que sejamos explorados todos os dias ainda nos contentamos com o simples fato de comprar mais do que já temos para satisfazer as nossas frustações do cotidiano. A "liberdade" para consumir nos anestesia de tal forma que voltamos todos os nossos esforços para ela com a finalidade de mostrar a nossa autonomia aos outros através do nosso poder de consumo. Entretanto aqueles que não tem condições de consumir ficam em situação ainda pior e não conseguem fazer mais do que cuidar da sua subexistência.

Nossos pais foram mais rebeldes ao decidirem fugir de quem os escravizavam, nós porém nos contentamos ao afrouxarmos as nossas algemas. E ao invés de enfraquecer a mão que nos chicoteia a deixamos ainda mais forte. Ter coragem para sair desse comodismo é necessário! Mesmo que haja muitos lobos para nos encurralar eles nada poderão fazer diante da força de um rebanho inteiro. Não podemos nos contentar com tanta injustiça. Confiar em Deus também é importante, mas antes de Moisés abrir o Mar Vermelho foi necessário que o povo hebreu decidisse abandonar o Faraó. E deixar não só senhor escravocrata para trás mas também seus valores. O êxodo tem que acontecer também de fora para dentro para nos abdicarmos dos valores superficiais do capitalismo. Se tivermos determinação o bastante faremos daqui a nossa "Terra Prometida" e aí sim colocaremos fogo de vez na Babilônia.


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Vitamina Flutuante

Mãe, a maioria delas (ou pelo menos é assim que deveria ser) se preocupam bastante com a nossa alimentação quando crianças, e com a minha não foi diferente. Mas, essa preocupação não se limitou somente a quantidade de alimentos que eu consumia e sim a qualidade deles, bem como, o seu valor nutritivo. Ela sempre me incentivou a comer legumes e essa bravura merece reconhecimento, afinal, eu entendo o quão é difícil uma reeducação alimentar, principalmente quando o sujeito não teve contato com alimentos saudáveis durante a sua infância.

Apesar de exigir que eu colaborasse nos afazeres domésticos a minha mãe nunca me ensinou a cozinhar. O motivo foi muito simples: falta de paciência para ensinar. E como eu não sou desses que gosta de aprender apenas olhando em silêncio isso resultou na inabilidade gastronômica que possuo até hoje, mesmo com quase 23 anos de idade. (Ok. Talvez essa não seja uma boa justificativa) rs

Porém, saibam que nem tudo está perdido e que ainda me resta um motivo para acreditar que é possível que um dia eu venha a cozinhar bem. Além de saber fazer arroz e macarrão eu tenho um outro trunfo secreto que até então não foi revelado publicamente. Eu estou falando da vitamina que eu acabei inventando quando morei um tempo sozinho e optei por cafés da manhã mais saudáveis. É minha criação culinária mais elaborada! Eu a chamo de Vitamina Flutuante. =D

Vamos aos ingredientes:

1 banana
1 maçã
100 ml de leite integral
1 colher de sopa de achocolatado
4 colheres de sopa de granola
1/2 colher de sopa de canela em pó
3 cravos

Modo de fazer:

Bata o leite, a banana, a maça e o chocolote no liquidificador. Coloque a mistura num copo em seguida as colheres de granola. Use a canela a gosto e o cravo para decorar. Pronto! Está feita vitamina que rende aproximadamente 500ml que para mim que acordo com fome é perfeito. Ela acompanha muito bem bolos, principalmente de fubá. Hummm

Eu gosto muito dessa vitamina, entretanto, não é só pelo sabor e sim pelo bem estar também. A sensação de saciedade que ela me dá é muito grande e me permite chegar até a hora do almoço sem estar esfomiado para comer além daquilo que eu preciso. É também o jeito que eu tenho de não esquecer de comer frutas todos os dias. Além disso ela ajuda a regular todo o aparelho digestivo. É sensacional.

Ahhh... e por que "flutuante"? Esse nome não tem nada a ver com o fato dela flutuar no ar, isso eu lhes garanto. Essa vitamina não tem nada de sobrenatural, mas saibam, que preparar o próprio alimento com o objetivo de que ele seja realmente saudável para o nosso organismo também é um dos caminhos para o autoconhecimento. O corpo é um instrumento da alma, e quanto mais nos sintonizarmos com ele mais bonitas serão as músicas que iremos a tocar nessa vida. =]

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Obs: Cuidar do corpo é diferente de cuidar da aparência do corpo, existem muitos corpos belos por fora que estão doentes por dentro.