Reevolução (parte VI)

Sensibilizar... É engraçado como o termo “sensibilizar” se tornou comum nos últimos tempos tanto na TV, rádio e internet. Talvez seja paranoia minha, porém eu ouço em todos os cantos...

“A população precisa se sensibilizar... As nossas autoridades não se sensibilizam... A imprensa fica sensibilizada com a situação...” e assim por diante. Sensibilizar, sensibilizando, sensibilização...

Uma das grandes características das manifestações organizadas por Gandhi foi o jejum. Diferente do que muitos imaginam o jejum praticado por Gandhi não tinha como principal intensão sensibilizar os ingleses, Gandhi ensinou que o jejum renova a ideia resistência e as forças espirituais dos rebeldes. Como isso? É simples...

Ser rebelde é primeiramente dizer não. Não ao sistema, não ao opressor, não aos valores falidos. É nessa parte que entra o jejum ensinando-nos a dizer não a nós mesmos, mas não só isso. Junto com jejum deve vir a reflexão. Jesus passou 40 dias no deserto e soube muito bem o sentido da abstenção, da tentação, dos questionamentos e em meio a todas as dificuldades e Ele disse não. Se quisermos mudar alguma coisa ao nosso redor devemos fazer como Ele fez e também dizer não. Esse sim é o verdadeiro sentido do jejum proposto por Gandhi que está longe de só querer sensibilizar o inimigo. o/

De vez em quando a mídia noticia algumas manifestações de alguns grupos e fico observando atos como: enterrar cruzes na praia, se jogar em meio aos saguões de espera dos aeroportos, correr de bicicleta com pouca roupa (ou sem rs) e tal. E na hora de dar entrevista sempre tem um que diz assim: “Nós queremos sensibilizar a sociedade e as autoridades sobre os problemas que estamos enfrentando...” Eu curto pra caramba protestos, manifestações e afins, mas sinto que há uma inocência das pessoas adotaram o termo “sensibilizar”.

Sensibilizar quem? Os caras que vivem em condomínios fechados? Os caras que tem jatinhos particulares? Os caras que aumentam o próprio salário em 60% e em compensação aumentam o seu em R$60,00? Nós nos sensibilizamos com os nossos problemas por que sofremos na pele as consequências, eles não sofrem, apenas imaginam o tanto que sofremos (se é que imaginam) e não fazem nada. Eu acredito que sensibilizar é um termo que pode ser usado para pessoas que tem sentimentos e infelizmente os nossos inimigos são desprovidos desse dom.

Precisamos de outra estratégia mais consistente: a mobilização o/. Mobilizar é a capacidade que temos de organizarmo-nos e prol de uma causa e fazer valer a nossa proposta de melhoria. É exigir que saia do poder os que não sabem usa-lo em favor do bem comum. É exigir condições para que todas as pessoas possam realizar seus sonhos. É exigir ao menos que as nossas necessidades básicas sejam atendidas com dignidade.


As diferenças entre sensibilização e mobilização ficam claras quando olhamos desse ângulo. Não adianta pensar que manifestação pacífica é comover o opressor a se entregar, isso não existe! A história da Indenpêndencia da Índia prova justamente o contrário.
 

Mas, prova também que além das utopias criadas sobre da figura de Gandhi que se rebelar de maneira pacífica é ter um sentimento tão insaciável pela liberdade que nenhuma outra força violenta ou não pode deter. =D

continua...

Reevolução (parte V)

Além de ser considerada uns dos grandes símbolos da Revolução Cubana a figura de Che também foi um dos pilares que Fidel Castro usou para implantar a sua ditadura em Cuba. O seu modo de governar de trouxe diversos benefícios para o povo? Sim, concordo! Mas, não há duvidas que o mito de Che Guevara de certa forma conforta os cubanos para que eles vivam sob um governo tão rígido quanto o de Fidel.

Conforme os anos passam a figura de Che fica cada vez mais banalizada por produtos, comerciais e ações de marketing. Hoje usar um acessório de Che traz um aroma de "rebelde sem causa", afastando as pessoas do verdadeiro significado histórico da motivação dos guerrilheiros. As novas gerações infelizmente não olham para a Revolução com a importância que ela merece.

Aos que valorizam Che como ele realmente foi, muitas vezes sobra apenas o mito. Ou, pior... A utopia...

Uma utopia que nos faz acreditar que somos sempre o personagem principal dos filmes de ação. Uma utopia que nos faz acreditar que o mundo pelo qual lutamos já é perfeito e não merece questionamentos. Uma utopia que nos deixa cegos quanto as reais possibilidades de transformação.

Do romantismo dos rifles aos charutos cubanos existem muitas idealizações que incorporamos sem perceber. O Sistema nos enfeitiçou com esse fetiche da revolução armada cheia de paz e amor, contraditório não? E, de fato essa é a intensão. Eles querem que tenhamos uma sensação de impotência diante a sua condição favorável, convencendo-nos de que não temos coragem para lutar quando não é verdade. Eles querem nos confundir sobre como agir diante da opressão.

Por isso, não acredito em novas revoluções armadas, e tenho alguns motivos:

•Eu não entraria em um conflito armado por livre espontânea vontade, logo não gostaria de ver pessoas que eu gosto envolvidas nesse tipo de situação.
•Os fins nunca serão mais importantes que os meios, se queremos uma nova sociedade temos que construí-la sobre os alicerces firmes dos novos valores que consideramos mais justos.
•Jamais vou confiar em um movimento que se diz democrático e pretende se impor através de armas. Este com certeza governará através de outra ditadura que pode de ser igual ou até pior que a anterior.

Apesar da banalização não tem como negar o carisma da imagem de Che. É possível ver o seu sonho de um mundo melhor em cada um dos seus gestos, e disso eu não duvido. Che e a Revolução Cubana me trazem várias inspirações e não faço questão de descartá-las. Uma massagem positiva de que vale a pena lutar por um ideal. Na verdade gosto da imagem de Che e é por esse o motivo que me incomodo quando ela é mal utilizada.

No entanto, não é só ele sofre desse mal, as vezes eu sinto que a mesma coisa acontece com Gandhi...

Continua...

Reevolução (parte IV)

Em 1915, Gandhi desembarcou em Bombaim, na Índia. O povo indiano logo tomou conhecimento de suas vitórias e África do Sul, e o recebeu na esperança de serem libertos definitivamente do domínio inglês. Ele foi apelidado de “Mahatma” (Grande Alma), mais que um apelido, era um título que trouxe junto a responsabilidade de levar seu povo rumo à independência.

Gandhi percorreu diversos pontos da colônia pregando e espalhando os fundamentos do Satyagraha. Agindo sempre através do diálogo, Gandhi enviou uma carta ao Vice-Rei exigindo a liberdade. Mas, em um protesto mal sucedido os rebeldes tocaram fogo em soldados ingleses vivos. O Mahatma foi preso, assumiu a co-autoria do crime e mandou sessar todo tipo de mobilização. Escreveu de próprio punho aos indianos dizendo que eles não estavam preparados para serem livres. Gandhi desistiu do projeto de liberdade e na cadeia sua rotina era basicamente ler e tear (seus passatempos prediletos =]).

Inquieto, Gandhi decidiu interceder pela paz entre hindus e muçulmanos. Gandhi lutou também pela dignidade dos “intocáveis” (Caminhos das Índias... Bahuam, etc... rs). Ele conseguiu fazer com que os “intocáveis” tivessem direito ao voto e que entrassem nos templos hindus da mesma forma que as pessoas das outras castas. O hinduísmo (a religião de origem indiana) voltou a predominar na Índia, coisa que não acontecia a muitos séculos desde invasões árabes e tal. Gandhi resgatou a força do povo indiano ao valorizar suas raízes.

Engajado novamente, Gandhi retomou as rédeas do movimento e articulou aquela que seria o maior símbolo de uma futura Índia livre: a Marcha do Sal. o/

Em 1930, o Governo Inglês aumentou os impostos sobre o sal, um artigo de primeira necessidade facilmente retirado da natureza. Em contrapartida Gandhi e seus liderados saíram do interior do país e foram rumo ao litoral recolher o seu próprio suplemento, sem ajuda dos ingleses e de graça! A multidão com suas panelas e outros recipientes retirou aos montes o sal que precisava simbolizando o quanto era inútil o poder da Coroa Inglesa. Com  aproximandamente 60.000 manifestantes presos foram os indianos que sairam vitotiosos.

O povo indiano boicotou todos os produtos ingleses, fez greve após greve e não ajudou a Coroa nos campos de batalha europeus durante a Segunda Guerra Mundial. O poder britânico ficou cada vez menor e a independência da Índia era só questão de tempo...

Muçulmanos e hindus desejavam ter Estados independentes o que gerou muitos conflitos internos atrasando o processo de libertação. Gandhi ficou muito descontente com a separação, pois idealizou um Estado único onde todos pudessem conviver em paz. Porém, no dia 15 de agosto de 1947, ficaram livres o Estado hindu dando origem a Índia que conhecemos e o Paquistão ocupado pelos muçulmanos. 

Dessa forma que a Índia conseguiu enfim a sua liberdade depois de muitos anos sofrendo nas mãos da Inglaterra.  =D

Quando soube de toda essa história de resistência, força e coragem a única coisa que me veio na mente foi...

Por que essas revoluções parecem ser tão utópicas? O que de fato é roteiro de cinema e o que é realidade?

Pensei... e talvez eu tenha algumas conclusões...

continua...

Reevolução (parte III)

Em 1906 Governo da Inglaterra decidiu recolher as digitais e registrar todos os indianos que estavam na África do Sul. Mas, a comunidade indiana não viu esse ato com naturalidade, viu como um símbolo de humilhação e desvalorização do seu povo.

Gandhi entendeu que era o momento certo de aplicar o Satyagraha (que numa tradução singela significa: “força da verdade”). A proposta era de que simplesmente nenhum indiano se oferecesse para se registrar perante os órgãos responsáveis. Porém, não haveria nenhum tipo de retaliação àqueles que optassem por se registrar e em caso de voz de prisão, a ordem era: obedecer às autoridades policiais sem resistência.

Aos poucos as celas estavam todas lotadas e não havia mais espaço para prender os manifestantes. O protesto foi bem sucedido e os ingleses propuseram-se a revogar a ordem e libertar os prisioneiros. Aos poucos todos foram sendo soltos e se registrando por vontade própria. Mas, a medida não foi retirada e Gandhi foi questionado quanto a sua ingenuidade.

Apesar ter que engolir a falta de palavra dos opressores, ele não considerou a manifestação um insucesso completo. Então, fundou o Indian Opinion, um jornal no qual passou a transmitir seus ideais e ensinamentos sobre a verdade, a desobediência e a disciplina. O novo veículo de comunicação serviu para disseminar a informação de forma mais detalhada e a comunidade hindu foi pouco a pouco tendo conhecimento do que era o Satyagraha e como usar a sua força contra os ingleses.

Em 1913 o Governo Britânico decidiu aprovar uma Lei que invalidava os casamentos não cristãos. Sendo assim, tanto os indianos hinduístas quanto os muçulmanos se sentiram indignados pela desvalorização da sua fé diante da tal Lei. O clima voltou a ficar tenso e mais um conflito estava por acontecer...

Então, se organizou outra manifestação pacífica, mas dessa vez com a participação das mulheres além de uma greve geral de todos trabalhadores. Apesar da rivalidade secular entre muçulmanos e hindus, apesar das diferenças, eles confiavam em Gandhi. Greve após greve se juntaram milhares de operários, e dessa vez foram os ingleses tiveram que engolir a seco e desconsiderar a Lei invalidando os casamentos não cristãos, além de perdoar todas as dívidas de impostos que existiam.

A notícia correu os quatro cantos do mundo e ficou claro que a autoridade do Império Britânico não valeria de nada diante de uma multidão bem organizada e um líder iluminado.

Enfim, depois de 20 anos na África Gandhi viajou para Londres novamente, só que dessa vez passou pouco tempo por lá e logo decidiu voltar para seu país de origem: a Índia.

Para estourar champagne? 

Não...

Pois, o maior de todos os desafios da sua vida estavam apenas começando...

Continua... =D

Reevolução (parte II)

“Mahatma” Mohandas Karamchand Gandhi...

Ele nasceu em 1869, na Índia Britânica. Seu pai era ligado à política e sua mãe era uma mulher muito religiosa que praticava sua fé nas crenças hindu.

Gandhi cresceu era fiel a sua religião, porém logo cedo teve que tomar uma decisão que poderia exclui-lo de sua casta: ir para a Inglaterra estudar. Mesmo correndo esse risco Gandhi foi, e decidiu estudar direito em Londres.

Em Londres Gandhi se viu diante de grandes questionamentos sobre a sua fé. Um deles em relação à alimentação, pois o hinduísmo prega um vegetarianismo que considera peixe, leite, ovos e seus derivados como carne. Já os restaurantes da Inglaterra não seguiam essa doutrina e Gandhi muitas vezes comeu carne por engano e muitas outras vezes não; ele mesmo confessou que se apaixonou por quindins. =]

Gandhi se formou advogado e decidiu voltar para a Índia. Chegando em Bombaim teve a triste notícia do falecimento de sua mãe, a quem era muito apegado e sentia enormes saudades. Gandhi se via desmotivado em seu novo emprego e não pensou duas vezes quando recebeu a proposta de uma empresa para representa-la na África do Sul. Sendo assim, partiu para o continente africano...

Ao desembarcar em Durban teria que viajar de trem rumo à Pretória. Gandhi havia comprado um bilhete para a primeira classe, mas foi expulso do vagão por ser negro. Isso era apenas uma demonstração dos vários conflitos que o país enfrentava.

A África do Sul estava dominada pelos ingleses o que abriu as portas para muitos indianos. Mas, devido a essa situação não eram bem vistos e sofriam também com o apartheid. Como se não bastasse houve um confronto entre africanos e ingleses, e os indianos optaram por ficar do lado inglês (que no princípio recusou a ajuda). Os rebeldes foram controlados e os britânicos agradeceram a comunidade indiana.

Durante uma revolta dos zulus Gandhi montou uma equipe de salvamento para os feridos indianos nos combates. Chegando à zona de operação ele percebeu que o governo inglês armou um ataque espontâneo para forçar os zulus a aceitarem o aumento dos impostos. Gandhi se sentiu profundamente comovido pela situação...

Bem mais do que só tristeza e lamentação ele desejava em meio a tudo aquilo uma mudança. E foi a partir dessas experiências que Gandhi elaborou o Satyagraha para colocar o seu plano em prática.o/ 

Satyagraha seria um manual para novas manifestações baseado na idéia da não violência e desobediência civil. Com isso nascia bem mais que eu revolucionário...

A partir daí estaria nascendo o “Mahatma” Gandhi...

continua...

Reevolução (parte I)

Viva la Revolucion!

Quem nunca ao menos brincou ao citar essa frase? Se hoje falamos em Revoluções e tal com certeza Fidel Alejandro Castro Ruz e Ernesto “Che” Guevara de la Serna tem grande parte disso. Eles fizeram/fazem com que muitas pessoas tomem conhecimento de uma história que marcou a humanidade: a Revolução Cubana.

A Revolução Cubana aconteceu nos anos 50, período em que o Governo de Cuba trabalhava à favor dos interesses americanos, era corrupto e não prestava serviços de qualidade para a população. Foi nesse contexto que surgiu um sentimento de revolta por parte de alguns movimentos.

Fidel Castro já era influente na época, foi preso depois um assalto frustado à um quartel e mais tarde foi exilado junto com outros rebeldes para o México. Che também estava no México e aliou-se aos rebeldes ajudando a arquitetar o retorno clandestino à Cuba com armas e munições para uma nova tentativa. E conseguiram pisar em solo cubano depois de alguns apuros...

Daí pra frente ramificaram suas ideias entre camponeses e escolheram um ponto estratégico para ficar: Sierra Maestra, que virou a base de comando dos rebeldes. Ao saber do plano dos guerrilheiros o Governo Cubano tentou combatê-los. A partir disso houve uma sequência de investidas incompetentes do exército que subestimou a quantidade numérica e a inteligência de guerrilha dos revolucionários.

Com bravura, ousadia e uma pitada de loucura os liderados de Fidel Castro e Che subjugaram o poder de Fulgencio Batista, que o nome faz jus a sua personalidade, já que fugiu de Cuba em meio as batalhas =P. No dia 1° de janeiro de 1959 as tropas que ainda resistiam abandonaram a causa. E enfim, No dia 03 de janeiro Fidel e sua comitiva chegavam em Havana vitoriosos. o/

A história da Revolução Cubana sem dúvidas é inspiradora para quem ainda nos dias de hoje tem um desejo sincero de mudança...

Então, eu tive uma vontade maior de pesquisar e verificar se haviam outros fatos semelhantes nos livros de história. Porém, quando escutei a música Jesus Chorou dos Racionais eu me senti instigado...

“Gente que acredito, gosto e admiro,
brigava por justiça e paz levou tiro:
Malcom X, Gandhi, Lennon, Marvin Gaye,
Che Guevara, 2Pac, Bob Marley”

E fui no Google tentar descobrir quem foram esses caras...

Gandhi? Quem é Gandhi? - eu me questionava...

continua...

=]

Índios

"Nos deram espelhos e vimos um mundo doente!"

...

Alquimia do Ser.

Marcílio de Souza é professor, filósofo e poeta. Eu o conheci em Nova Odessa quando por lá estive. Trabalhamos juntos na EMEFEI Jardim Encantado. =D

Eu achava incrível a forma com a que ele lecionava. O Marcílio ensina através da poesia, ele ensina a Revolução em si... e isso é raro de se ver.

E além de tudo é meu brother que tenho um grande carinho e consideração.

E agora ele aderiu de vez ao mundo digital e fez um blog o/. Blog que  vem cheio de poesias e que inclusive já tem o nome do seu livro a ser lançado: "Alquimia do Ser"

Seja bem vindo à blogsfera brother! =D

Degustem!


Poeira na Imensidão

E tudo virou poeira,
desfez-se a ilusão.
O tiro, sem ter revolver,
Adentrou ao coração.

E tudo virou poeira,
não tem mais carnaval.
O sonho era de verão,
E veio um vendaval.

E tudo virou poeira,
acabou a primavera.
O vento levou a paz,
Agora é outra era.

E tudo virou poeira,
o outono não chegou.
Outros são os caminhos,
por onde ninguém passou.

E tudo virou poeira,
um inverno sem coberta.
O amor escorre nas mãos,
E sai pela porta aberta.


E tudo virou poeira,
não tem mais onda no mar.
Ficou um desejo incontido,
a sede maltrata a alma,
desejo louco de amar.

E tudo virou poeira,
ficaram, porém as marcas,
um risco sangrando na pele,
no peito, mesmo escondido,
se vê o cabo da faca.

E tudo virou poeira,
Oh Deus! – Cadê construção?
Que surja um novo homem,
que venha a quinta estação.

E tudo virou poeira,
poeira também é matéria.
a dor, o perder, a saudade,
destroem qualquer artéria.

Marcilio Estácio de Souza – outubro/14/2010
Pensão Bela Vista – Nova Odessa – 09.45h

Fonte: http://alquimiadoser.blogspot.com/

Etanol

Meu amor é como álcool, basta uma faísca eu pego fogo. Porém, se não tiver o que queimar ele evapora.

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