Atentados Poéticos

Nesse fim de semana o atentado terrorista de “11 de setembro” irá completar uma década. Isso não novidade para ninguém eu imagino, até por que não faltam/faltarão textos, reportagens, documentário sobre o tema por esses dias na mídia.

Eu seria displicente se dissesse que os atentados foram bobagem ou algo do tipo. Nenhum ato com objetivo de matar milhares de pessoas seja por qual motivo for deve ser banalizado, mas o que precisamos repensar é como alguns aparentemente podem ter mais “valor” que outros.

A denominação desse atos também é algo muito curioso, por exemplo: 

Quando falamos "Atentado" soa com um ar de repúdio e todo mundo se sente atingido. Agora quando se fala em "Missão Pacífica” no Afeganistão soa bonito né? Soa com um ar de virtude, porém na prática casou um efeito muito mais devastador do que um atentado terrorista.
Não vou me atrever a dizer que os EUA encomendaram ao Osama Bin Laden tal "favor", ou que, naquele momento por alguma razão aquele atentado seria uma “boa” para os americanos. Não quero dizer nada disso, até por que não sou ninguém para afirmar tais hipóteses. 

A única coisa que eu quero hoje é falar sobre outros tipos de atentados: os atentados poéticos... Sim, eles existem! =D. E são eles que eu quero exaltar. Soldados com coletes à prova de desânimo, capacetes de criatividade, rifles com versos engatilhados... 

E, para provar que é possível arrasar quarterões com bombas de poesia assistam esse vídeo que compartilho aqui com vocês hoje.


Um gesto aparentemente simples como esse de amarrar poemas em bexigas e depois deixá-las ganhar o céu numa noite qualquer me faz acreditar que o bem também pode encher os olhos. Que as repetidas imagens dos dois aviões se chocando as duas torres do World Trade Center não me chamam tanto a atenção quanto essas que eu não enjoo de ver. 

E principalmente que só o bem pode nos despertar para a realidade e para propagar o próprio bem.

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