Detalhes Construtivos

O amor NÃO existe!

Sim, hoje eu vou afirmar isso com toda convicção (por incrível que pareça).

O amor não existe, ele é construído. Nós o construímos, e construímos segundo o nosso ideal de amor perfeito a ser vivido. Isso nos proporciona uma liberdade que se confunde com o desejo de se prender a outra pessoa, que por sinal também quer o mesmo. É por esse motivo que é tão difícil equalizar-se com o outro...

Mas, eu não vim aqui só para falar de dificuldades, vamos falar de algo mais prático? Então vamos começar a pensar no nosso canteiro de obras! (Esta é a metáfora que temos para hoje =]).

Tudo começa antes de tudo acontecer e podemos ver claramente as diferenças entre os conceitos logo aí. Muitas pessoas querem um amor daqueles tipo bomba atômica: devastador, outras querem algo do tipo sombra e água fresca: maresia. Essas foram apenas algumas das infinitas possibilidades que temos. Afinal, existem muitas outras, por exemplo aquelas que querem um lance tipo prego na geleia: instável rs. Enfim...

Essa etapa corresponde ao planejamento da obra, querendo ou não todos planejamos (ou, não... ^~). E a maior problemática começa quando esse planejamento extrapola certos limites de bom senso. Alguns idealizam tanto, mas tanto, que se abstraem da realidade. É como se fizessem a planta detalhada com os móveis, azulejos, tapete e tudo que tem direito sem saber ao menos aonde fica o terreno em que a casa vai ser construída.

Outras fazem pior, constroem fortalezas inacessíveis em torno de si. Labirintos tão complexos que nem elas mesmas sabem como chegar a saída. E passam o tempo sonhando... sofrendo... inertes...

Ao procurar um amor ou um alguém para a sua companhia tenha certeza que esse tipo de relação só tem andamento quando todos fazem parte ativamente dessa construção. Quando há diálogo sobre os rumos a serem tomados. Portanto, se você realmente deseja dar início ao seu canteiro de obras dedique-se inteiramente ao seu jardim! =D

Não se preocupe com quantos cômodos a casa vai ter e como vão ser distribuído os espaços, pois isso vai ser feito a dois. Tijolo por tijolo, “eu te amo” por “eu te amo”, pincelada por pincelada.

Reforma após reforma.

Assim, no final os dois terão uma bela casa: sólida, aconchegante e a prova de tempestades. E estarão longe de regras ou concepções de falidas do amor.

...

E eu? Eu por enquanto só tenho mala e cuia... kkk

=]