Reevolução (parte IV)

Em 1915, Gandhi desembarcou em Bombaim, na Índia. O povo indiano logo tomou conhecimento de suas vitórias e África do Sul, e o recebeu na esperança de serem libertos definitivamente do domínio inglês. Ele foi apelidado de “Mahatma” (Grande Alma), mais que um apelido, era um título que trouxe junto a responsabilidade de levar seu povo rumo à independência.

Gandhi percorreu diversos pontos da colônia pregando e espalhando os fundamentos do Satyagraha. Agindo sempre através do diálogo, Gandhi enviou uma carta ao Vice-Rei exigindo a liberdade. Mas, em um protesto mal sucedido os rebeldes tocaram fogo em soldados ingleses vivos. O Mahatma foi preso, assumiu a co-autoria do crime e mandou sessar todo tipo de mobilização. Escreveu de próprio punho aos indianos dizendo que eles não estavam preparados para serem livres. Gandhi desistiu do projeto de liberdade e na cadeia sua rotina era basicamente ler e tear (seus passatempos prediletos =]).

Inquieto, Gandhi decidiu interceder pela paz entre hindus e muçulmanos. Gandhi lutou também pela dignidade dos “intocáveis” (Caminhos das Índias... Bahuam, etc... rs). Ele conseguiu fazer com que os “intocáveis” tivessem direito ao voto e que entrassem nos templos hindus da mesma forma que as pessoas das outras castas. O hinduísmo (a religião de origem indiana) voltou a predominar na Índia, coisa que não acontecia a muitos séculos desde invasões árabes e tal. Gandhi resgatou a força do povo indiano ao valorizar suas raízes.

Engajado novamente, Gandhi retomou as rédeas do movimento e articulou aquela que seria o maior símbolo de uma futura Índia livre: a Marcha do Sal. o/

Em 1930, o Governo Inglês aumentou os impostos sobre o sal, um artigo de primeira necessidade facilmente retirado da natureza. Em contrapartida Gandhi e seus liderados saíram do interior do país e foram rumo ao litoral recolher o seu próprio suplemento, sem ajuda dos ingleses e de graça! A multidão com suas panelas e outros recipientes retirou aos montes o sal que precisava simbolizando o quanto era inútil o poder da Coroa Inglesa. Com  aproximandamente 60.000 manifestantes presos foram os indianos que sairam vitotiosos.

O povo indiano boicotou todos os produtos ingleses, fez greve após greve e não ajudou a Coroa nos campos de batalha europeus durante a Segunda Guerra Mundial. O poder britânico ficou cada vez menor e a independência da Índia era só questão de tempo...

Muçulmanos e hindus desejavam ter Estados independentes o que gerou muitos conflitos internos atrasando o processo de libertação. Gandhi ficou muito descontente com a separação, pois idealizou um Estado único onde todos pudessem conviver em paz. Porém, no dia 15 de agosto de 1947, ficaram livres o Estado hindu dando origem a Índia que conhecemos e o Paquistão ocupado pelos muçulmanos. 

Dessa forma que a Índia conseguiu enfim a sua liberdade depois de muitos anos sofrendo nas mãos da Inglaterra.  =D

Quando soube de toda essa história de resistência, força e coragem a única coisa que me veio na mente foi...

Por que essas revoluções parecem ser tão utópicas? O que de fato é roteiro de cinema e o que é realidade?

Pensei... e talvez eu tenha algumas conclusões...

continua...