Efeito Borboleta

Pelo título do post não é muito difícil descobrir que eu não assisto muitos filmes =]. Mas, nesse fim de semana assisti um que sempre me chamava atenção e tal o “Efeito Borboleta” (que já deve estar próximo de passar na sessão da tarde rs).Ok minha especialidade não é cinema, porém, o filme se encaixou com meu momento e complementou algumas reflexões minhas.

O filme é intrigante, dinâmico e um pouco imprevisível. Além disso, o mais envolvente é o tema. O lance de poder voltar atrás e corrigir os erros do passado, afinal quem nunca desejou ao menos uma vez ter essa oportunidade? E o personagem principal ao perceber que tem esse poder, vai caindo numa sequência descontrolada de erros tentando corrigir o seu passado. E, sem perceber acaba num abismo sem fim, sem sentido e quase sem solução por culpa de um amor perdido.

Sem falar no sentido mais trágico do filme perder* uma pessoa que se ama de repente é muito doloroso. O insucesso de um sentimento que tinha tudo para dar certo, leva qualquer pessoa a um estado de irracionalidade momentânea que se não for bem trabalhado pode levar a consequências irreversíveis. Você percebe que nada pode ter feito sentido, percebe o seu corpo padecer com esgotamento físico-mental-emocional.

É nessas horas que as coisas infelizmente se encaixam ou desencaixam num mar de possibilidades que não nos levariam a passar por esse sofrimento. Porém, lutar contra isso nos faz ainda mais vulneráveis, sofrer e admitir estar sofrendo nos faz grandes o bastante para buscar um caminho rumo a cura dessa dor.

Nem sempre é possível proteger quem amamos de sofrer. Nós somos falhos e saber disso é um grande passo para entender que nunca vamos fazer alguém complemente feliz em todos os momentos da nossa vida. E além disso, vamos entender que ninguém vai nos fazer feliz complemente em todos os momentos da nossa vida. E, muitas vezes é nisso que consiste a beleza das coisas se dedicar mesmo sabendo que tudo isso é impossível.

Quem garante que corrigindo esses erros os dois iriam sofrer menos?

Eu entendi que quando precisamos deixar uma pessoa ir embora não é necessário apenas perdoar, por que quando perdoamos o outro não necessariamente nos perdoamos. Eu descobri que é fundamental se apaixonar, se apaixonar de novo por aquela pessoa e todos os momentos vividos. Por que quando nos apaixonamos nós automaticamente nos perdoamos e perdoamos o outro, se apaixonar é isso: encontrar alguém tão fantástico que você possa fazer feliz, sendo feliz ao mesmo tempo. E é essencial devolver ao cosmo esse amor com a mesma intensidade com que você o recebeu. A única diferença é que esse verbo não vai ser conjugado mais no tempo presente, e sim no pretérito imperfeito.

*O texto se refere de distância afetiva e não de vida e morte.

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